quinta-feira, 29 de julho de 2010

No própio mar


Deitada no chão, com sua xícara de café quente e pijama rasgado.Imersa em pensamentos, transbordando em lágrimas.Dói ver ela assim, logo ela que havia prometido nunca ficar assim por tais motivos, logo ela que á uma semana estava lá em cima, no maior nível da felicidade com um sorriso constante que contagiava qualquer um.
Me aproximei.Me ajoelhei e sussurrei ''vem, vamos viver'', como já era de se esperar ela continuo estática, se afundando cada vez mais no mar de lágrimas.Eu sabia o porque, e sabia que sem vontade de seguir em frente e sem apoio ela jamais sairia dessa, e ela sabia, assim como eu, que se dependesse de tal pessoa ela jamais sairia do seu mar negro particular.Fiquei alguns minutos ali com ela, levantei, dei lhe um beijo na testa.Quando eu estava na porta senti sua mão no meu ombro, me virei por instinto e ela me abraçou muito, muito apertado e falou ''Não vai embora, eu preciso de um sol pra me tirar dessa escuridão, eu preciso da tua ajuda pra seguir em frente e preciso, acima de tudo, parar de sobreviver e viver.Viver!'' Um abraço e três frases, e eu tinha a minha amiga de volta.Nesse momento tenho plena certeza eu era a pessoa mais feliz do mundo.Levantar a cabeça e começar a sonhar de novo é o primeiro passo, pensei, mas preferi deixar o silêncio nos abraçar.
A prova viva que o mundo dá voltas e que nunca se sabe o que esperar do amanhã..